A Relíquia de Eça de Queirós

A Relíquia de Eça de Queirós

Este ano dedico a Eça, em termos de literatura portuguesa clássica. Ler e reler, como de costume faço, com diversos autores.  Comecei relendo A Cidade e as Serras, para mim o melhor de Eça. Pela qualidade, pelo tema  – com uma certa contemporaneidade – e por algumas semelhanças ao meu momento de vida.

O próximo será Os Maias, com direito a um almoço ou jantar no Restaurante Lawrence, em Sintra, com fortes ligações com Eça para comemorar o seu término.

Mas vamos a Relíquia, datado de 1887

Mostra a saga de Teodorico Raposo, que cresce subjugado pela sua tia, Dona Maria do Patrocínio.  Ele aproveita uma viagem feita ao Egito e à Palestina para dar a volta a esta questão e ganhar a admiração dela. Conhece  Topsius, seu amigo letrado, mas faz desta viagem de suposto caráter religioso, mas uma sucessão de atos amorais.

Nestas aventuras, tem um caso com a inglesa Mary que vem a alterar todos os seus planos. E vou parando por aqui para não estragar o programa de quem deseja ler o livro.

Do livro a riqueza de detalhes da linguagem de Eça. Às vezes rebuscada, com um humor sutil, às vezes inglês, de montar a trama. E que faz não querermos largar o livro. Confesso que os excessos de detalhes, principalmente na viagem a Palestina, cansaram um pouco, mas sem diminuir a grandeza da obra

Graduado e Pós-Graduado pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, é especialista em Marketing, Estratégia, Modelagem e Estruturação de Negócios, no Brasil e em Portugal, através da B4-Business Solution. Foi professor de Estratégia e Marketing da Universidade de Pernambuco. Luso-brasileiro, vive em Portugal desde 1996. De lá para cá, percorreu cada canto do país, conhecendo e vivenciando tudo aquilo que Portugal oferece de melhor. É apaixonado por este país de uma dimensão cultural muito maior que o seu tamanho geográfico e populacional. É co-fundador e gestor do PortugalSim.

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