Moela estufada e outros correlatos…

Moela na panela, tira gosto e base para arroz de moela

 

Características

Este é um prato básico da culinária portuguesa. Muito simples de fazer e versátil, para diversas utilizações. Pode ser feito em quantidade e congelado para diversos usos no futuro.

Ingredientes ( porção para 4 pessoas)

1 kg de moela

3 cenouras

Coentro ou salsa

Azeite

1 cebola

2 dentes de alho

Tomilho

1 lata de tomate pelado em pedaços

1 limão amarelo

2 malaguetas

Chouriço (opcional)

 

Preparação

Picar a cebola de forma a que fique com pedaços bem pequenos. Picar o coentro, mas em pedaços não tão pequenos quanto a cebola ( evitar os talos). Reservar.

Lavar bem  a moela, passar bastante limão e temperar com sal marinho, vinho tinto, sal e deixar descansando por umas 2 horas. (Reservar)

Colocar azeite na panela de pressão até que cubra o fundo. Colocar a cebola e o alho, deixando fritar um pouco mas sem dourar demais.

Por na panela a moela sem o caldo do tempero e deixar fritar por uns 10 minutos, mexendo sempre (há quem ponha o chouriço neste momento). Depois  um pouco de água, o caldo do tempero, as 2 malaguetas, o coentro ou salsa e 2 ramos de tomilho. Fechar a panela de pressão e deixar por 20 minutos após pegar a pressão.

Após retirar a tampa da panela de pressão, por as cenouras e deixar cozinhando até elas ficarem no ponto. Neste momento acerta-se também a consistência do caldo da moela.

 

OBS: Este preparo pode ser engrossado para virar petisto, com farinha crua, ou colocado junto com o arroz branco, na hora da cozedura do arroz.

 

Onde servir

Num prato convenional, devendo ser acompanhada por uma zrroz branco e farofa de cebola. Sabe bem também uma batata palha bem fina.

 

O que acompanha

Gosto de tomar com um vinho branco seco, bem gelado, no verão. No inverno, aconselho o chouriço e um vinho tinto do Alentejo.

Contextualização

Prato relativamente comum em minha infância a adolescência – juntamente com os miúdos de galinha – era feito pela nossa cozinheira Alice, nos tempos da Ferreira Lopes.

Voltei a fazê-lo algumas vezes em Portugal como arroz e petisco, mas como não era dos pratos mais adorados pelos filhos, caiu no esquecimento.

Foi num almoço com a tropa da Alphappl – no qual preferi comer umas pataniscas de bacalhau com arroz de feijão – que não me furtei a provar um pouco do prato da Joana. E deu vontade de fazer.

Cascais, 22 de agosto de 2015

RL

Renato 01B

Graduado e Pós-Graduado pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, é especialista em Marketing, Estratégia, Modelagem e Estruturação de Negócios, no Brasil e em Portugal, através da B4-Business Solution. Foi professor de Estratégia e Marketing da Universidade de Pernambuco. Luso-brasileiro, vive em Portugal desde 1996. De lá para cá, percorreu cada canto do país, conhecendo e vivenciando tudo aquilo que Portugal oferece de melhor. É apaixonado por este país de uma dimensão cultural muito maior que o seu tamanho geográfico e populacional. É co-fundador e gestor do PortugalSim.

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