Não aprendemos ainda.

Não aprendemos ainda.

Começo a ficar desanimado com o futuro do Brasil. Mais uma vez, a tônica das medidas é a mesma: retirar benefícios da sociedade, reduzir inadiáveis investimentos sociais, e por a qualquer custo a economia a crescer.

Para que meus amigos? Para termos um novo voo de perdiz e daqui a pouco irmos para o chão novamente?

Aguardo ansiosamente por um governo que venha com um pacote de medidas mais ou menos assim:

  1. Privatização de todas as atividades produtivas do estado;
  2. Racionalização da administração pública, com redução de pelo menos 20% do quadro de pessoal;
  3. Redução dos privilégios que o Congresso Nacional ao longo do tempo entregou de bandeja à parte da funcionalismo público (há uns que não) e à classe política de uma maneira geral e irrestrita;
  4. Abertura da economia ao investimento estrangeiro, e o lançamento dela no mercado global;
  5. Um orçamento que comece destinando à educação, a saúde e ao saneamento básico os recursos necessários e suficientes. Em 20 anos, estaremos entregando ao mercado de trabalho pessoas qualificadas e qualificáveis e que possam ser produtivas. Daremos uma saúde digna aos brasileiros. E pelo saneamento, colheremos os impactos positivos nos gastos com a saúde. Depois serão alocados os recursos disponíveis para as demais rubricas. Isto para mim é que é priorização. O resto é o que vem sendo feito nestes 516 anos de vida de nosso país.
  6. E a implementação das reformas política, tributária, previdenciária e administrativa.

Que tal as medidas? Muito simples? Este é o maior engano. Com isto daremos as condições aos agentes econômicos de produzirem/executarem todo o resto, sobrando tempo e recursos para a real função de um governo: a execução plena dos 3 poderes, num país livre, garantindo a ordem. E com um estado leve, dinamizando e regulando a economia.

Querem mais? Peçam ao Papai Noel. Ainda dá tempo. Só não sei se cabe no saco.

RL

Penedo, 19dez16

 

Graduado e Pós-Graduado pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, é especialista em Marketing, Estratégia, Modelagem e Estruturação de Negócios, no Brasil e em Portugal, através da B4-Business Solution. Foi professor de Estratégia e Marketing da Universidade de Pernambuco. Luso-brasileiro, vive em Portugal desde 1996. De lá para cá, percorreu cada canto do país, conhecendo e vivenciando tudo aquilo que Portugal oferece de melhor. É apaixonado por este país de uma dimensão cultural muito maior que o seu tamanho geográfico e populacional. É co-fundador e gestor do PortugalSim.

4 thoughts on “Não aprendemos ainda.

  1. Parabéns pela medidas!!!!!Olha e haja ” saco”….creio que o de Papai Noel,está “cheio”….
    So, have a nice Christmas!!
    What our God,bless you and your Family!!!

  2. Cada vez vejo a situação ficando mais difícil!…
    Com essa de hoje (quarta-feira), perdí de vez a ilusão de, por algum momento, sentir alguma saída!…

Deixar uma resposta