Nossa mente e um galinheiro: Semelhanças

Nossa mente e um galinheiro: Semelhanças

Nos ensinamentos que recebemos no Budismo, há um que tem uma certa graça: a comparação da nossa mente com um macaquinho maluco. Prefiro outra, que me foi passada por um Monge Brasileiro, que mostra que nossa mente mais se parece com um galinheiro. Sempre ruidoso – pelo cacarejar intermitente das galinhas – sempre empoeirado e turvo por conta da suspensão deste pó, das penas, da serragem proveniente da constante agitação.

Neste contexto, e de forma figurativa novamente, por um novo problema externo dentro dela é quase como se colocar uma raposa  – ou qualquer agente externo – dentro deste galinheiro mental. Ainda mais confusão,  mais ruído, mais dispersão.

É por essas e outras que devemos manter fora de nós – da nossa mente – cada problema novo que surja ao amanhecer ou ao entardecer. Pela clareza, e pela Paz Interior. Só assim teremos as condições básicas para tentar resolvê-lo da forma mais eficaz.

Graduado e Pós-Graduado pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, é especialista em Marketing, Estratégia, Modelagem e Estruturação de Negócios, no Brasil e em Portugal, através da B4-Business Solution. Foi professor de Estratégia e Marketing da Universidade de Pernambuco. Luso-brasileiro, vive em Portugal desde 1996. De lá para cá, percorreu cada canto do país, conhecendo e vivenciando tudo aquilo que Portugal oferece de melhor. É apaixonado por este país de uma dimensão cultural muito maior que o seu tamanho geográfico e populacional. É co-fundador e gestor do PortugalSim.

5 thoughts on “Nossa mente e um galinheiro: Semelhanças

    1. Que bom que você gostou Ângela. Hoje vou postar uma brevíssima reflexão derivada deste tema.
      A meditação é o instrumento para ” aquietar as galinhas”….Pratico a Tibetana, desde a minha ligação ao Budismo.
      Beijos prá você.

  1. Renato, se não o resolvemos ao amanhecer e nem ao entardecer… Quando?
    Ao entardecer eu entendo…a noite vem chegando… Mas ao amanhecer eu não entendi… A que horas do dia vamos resolver o problema? Ou vamos fazer de conta que o problema não existe?!…
    Transcendental demais para mim… Sei que existem coisas e sentimentos que transcendem o físico e a lógica… Mas como vivermos sem resolvermos os nossos problemas?!… Quero aprender!…

    1. Lucia

      A questão que coloco não deixar de resolver o problema. É deixar que ele entre na nossa mente ao amanhecer, turvando o nosso dia, ou no entardecer, o nosso descanso. O detalhe aqui é não deixar que o problema, dentro de nós, ocupe a nossa mente, viram a poeira ou o cacarejar das galinhas que não nos deixa pensar e agir com clareza. As pessoas “afeiçoam-se” aos seus problemas. E eles viram donos delas. Um bom final de semana.

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