Será que o tempo cura mesmo as feridas?

Será que o tempo cura mesmo as feridas?

Há um dito popular que apregoa que “o tempo cura as feridas”.

No caso das físicas – e se tratadas – até acho que faz sentido.

No caso das feridas da alma, nem sempre. Às vezes elas disfarçam a sua existência. E num belo dia, rompem do nada, aflorando com uma força enorme, invulgar e incontrolável, como quisesse se vingar por ter ficado contida involuntariamente na escuridão. Isto, se não tratadas e  devidamente resolvidas.

As feridas que se curam com o tempo, na verdade saram porque o “passar do tempo” seca as delusões, aquelas aflições mentais que perturbam, modificam a si próprio, as pessoas e os lugares. Que embaçam a visão, distorcem os sentidos e jogam a nossa mente numa absoluta e fatal neblina, ou numa agitação própria de um galinheiro. E assim, o “deixa passar” dissipa o nevoeiro e aquieta a mente. Mas atenção, não se curam com o tempo, mas com o que se fizer neste tempo para curá-las.

Seções diárias de meditação são um santo “remédio” para manter a mente calma, no aqui e agora, em contínua lembrança. Uma mente apta a não permitir que as delusões apareçam e tomem conta de nós.

Penedo-Sintra, 13jJan17

RL

Graduado e Pós-Graduado pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, é especialista em Marketing, Estratégia, Modelagem e Estruturação de Negócios, no Brasil e em Portugal, através da B4-Business Solution. Foi professor de Estratégia e Marketing da Universidade de Pernambuco. Luso-brasileiro, vive em Portugal desde 1996. De lá para cá, percorreu cada canto do país, conhecendo e vivenciando tudo aquilo que Portugal oferece de melhor. É apaixonado por este país de uma dimensão cultural muito maior que o seu tamanho geográfico e populacional. É co-fundador e gestor do PortugalSim.

2 thoughts on “Será que o tempo cura mesmo as feridas?

Deixar uma resposta